Zona do Euro e a Alemanha

Esses dias retwittei um estudo bem interessante sobre a zona do euro. Onde mostra os países da Europa e quem é o seu principal importador. Na imagem fica claro duas coisas, a primeira é que a Alemanha praticamente domina o comercio dentro da Europa. Abaixo vamos listar uma imagem que mostra o principal importador de cada país. Para ilustrar, por exemplo: a Inglaterra ela importa mais da Alemanha que por sua vez importa mais da China.

Mapa com o principal importador de cada país
Mapa com o principal importador de cada país

A outra constatação é que a Alemanha conseguiu dominar a Europa sem dar um tiro, já falei sobre isso lá no nosso podcast. No twitter, o pessoal dos comentários, até colocaram uma imagem cômica:

zona do euroOutro ponto na discursão do twitter, é que muitas pessoas estavam questionando que a União Europeia e o Euro estavam beneficiando apenas os alemães. Isso me deixou encafifado, pois fiquei me perguntando: Será que é isso mesmo? Será que o sucesso da economia alemã se deve apenas a zona do Euro? Resolvi buscar essa resposta.

Esses questionamentos não são apenas algo do Twitter, mas tem surgido um movimento dentro do bloco, que vem levantando essas falsas premissas. Esses dias estava lendo que tem alguns partidos no sul da Italia estavam aproveitando desse discurso para ganhar espaço.

Achei esse outro gráfico onde demonstra que boa parte dessa controvérsia é infundada. Se pegarmos o crescimento Italiano e comparamos com o Alemão, veremos que ambos andavam juntos e apenas com a crise de 2008 que eles se distanciaram.

Um gráfico as vezes diz mais do que mil palavras:

PIB dos dois países desde 1991 com uma base de 100 padronizada no gráfico
PIB dos dois países desde 1991 iniciando numa base de 100 padronizada no gráfico

Podemos observar que até 2009 o crescimento da Italia e da Alemanha decorreu de forma idêntica, porém após a eclosão da crise financeira a coisa mudou de figura.

Esses mesmos populistas que citei acima, dizem na Italia que é culpa do governo que está implantando esse regime fiscal da zona do euro, como instrumentos para a suposta hegemonia alemã e isso tem sido o fator responsável pelo mau desempenho da Italia.

Essa postura é visto aqui na Alemanha como “Lateinophobie” um termo para designar essa cisma dos países latinos em achar que a zona (leia-se Alemanha) é o problema de suas economias.

Daí o economista chefe do Berenberg, quem fez esse gráfico, Holger Schmieding destacou dois pontos:

  • A economia alemã não é fundamentalmente mais dinâmica que a italiana. De 1991 até a crise financeira, as taxas de crescimento eram idênticas, embora ambos os países foram confrontados com desafios. A coisa ainda era mais complicada no lado alemão pois além do problema da crise a Alemanha ainda teve que lidar com a reunificação. Durante a recuperação econômica a Italia foi mais afetada que a Alemanha pois a Italia tinha mais produção em massa de coisas simples, o que acabou sendo impactado pela entrada de mercadorias chinesas no bloco.
  • É muito comum vermos com a entrada do Euro que muitos economistas europeus (nota VdD: até ai no Brasil), reproduzirem erroneamente que a moeda afetou a dinâmica de crescimento dos outros países. Italia e Alemanha cresceram rapidamente nos anos anteriores, mesmo após a introdução do Euro. O papel do Euro é superestimado.

Após a crise financeira, o desenvolvimento econômico da Alemanha foi além, e na Italia ficou estagnado e praticamente não vemos evolução considerável até os dias atuais. A principal razão de acordo com o Schmieding são as reformas estruturais, enquanto que a Alemanha em meados da década passada implantou reformas importantes no governo a Italia ficou apenas no entusiasmo dessas mudanças, sem fazer nada efetivamente, qualquer semelhança tupiniquins é mera coincidência.

Outro ponto que ele destacou é a revolução digital, que apesar da Alemanha no inicio ter caminhado a passos lentos nesse sentido, conseguiu reverter. Tanto que temos hoje diversas empresas de TI alemã presentes na cena global, talvez possamos falar sobre isso mais pra frente.

E os maiores clientes?

Para complementar o post vamos ver a mesma imagem porém agora por outra ótica, para quem os países mais exportam:

Para quem os países mais exportam
Para quem os países mais exportam

Esse gráfico é o contrario do primeiro, aqui podemos ver para quem o país mais vende. Por exemplo: a Alemanha vende mais para os Estados Unidos enquanto que a França e Italia vende mais para Alemanha.

Aqui podemos analisar a coisa de outra maneira, se a Alemanha venda bastante para o outros, ela também compra muito deles. Veja que tem vários países que o principal cliente é a Alemanha. É o velho ditado de que muitos só querem o venha a nós e ao vosso reino nada.

Como boa parte dos países da zona tinham sua industria de fabricação ancorada em itens mais simples e com a entrada da China no mercado Europeu, fez com que boa parte dessas fabricas que produziam itens básicos fossem dizimadas.

Em resumo, se querem culpar alguém pelo fraco crescimento da economia, esse alguém deveria de ser a China e não a Alemanha que tem colaborado bastante com o bloco sendo o principal comprador de diversos países.

Bônus Pack

Os franceses deveriam puxar a orelha dos espanhóis, já que esses gostam de comprar dos alemães mas na hora de vender é os franceses que dão aquela moral.

Os Estados Unidos deixaram os chineses tomar a Alemanha como principal cliente. Em contra partida, você entende porque a Angela Merkel fica tomando calada umas alfinetadas do Trump, não dá pra arrumar treta com seu principal cliente.

A relação entre Portugal e Espanha ainda continua bem equilibrada, praticamente irmãos.

Pedi para o Economista Visual fazer uma versão tupiniquim do nosso gráfico, ele colocou os países daqui da America do Sul e pra quem eles mais vendem. As conclusões, se vocês quiserem podem deixar nos comentários rsrsrs… Eu só digo que o Mercosul não tem sido nada benéfico para nós Brasileiros.

Alô EV falta fazer a segunda versão do gráfico mostrando de quem os países mais importam.

O que veremos a seguir

Aproveitando para falar sobre um próximo video do canal. Tem tempo que não falo sobre FII aqui no blog, então vou colocar na pauta os contratos de FII e a suas relações com os tipos de FII.

Apenas para ir entrando na vibe deem uma lida nesse artigo do Informaremos do nosso querido VdC, lá ele aborda a questão do Distrato, bom que você vai se aprofundando acerca dos termos técnicos do setor de imóveis.

35 thoughts on “Zona do Euro e a Alemanha

  • 5 June 2018 at 00:32
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    Essa questão dá Alemanha e do Euro é bem interessante, especialmente se ela for analisada não da perspectiva economia mas sim da perspectiva politica e histórica.

    Isso porque ao se analisar os documentos históricos fica muito claro que a Alemanha foi forçada a aderir ao Euro, caso contrário a França barraria a unificação Alemã após o colapso da União Soviética. Por isso que muitos economistas falam que a Alemanha é a fiadora do Euro.

    Na realidade o Euro nada mais foi do que uma jogada Francesa para destruir a arma mais poderosa da Alemanha, o Deutsch Mark, e de quebra ainda fortalecer a Unificação Política da Europa (leia-se, União Européia).

    Quem comandava a taxa de juros da Europa sempre foi a Alemanha, enquanto na grande crise do petróleo boa parte dos países europeus queriam usar os juros baixos e os gastos do Governo para estimular as economias, a Alemanha mantinha seu rigor fiscal e sua politica monetária austera.

    Só que isso criava problemas para os outros países porque caso eles inflacionassem suas moedas enquanto a Alemanha se mantivesse num rigor monetário, tal situação iria impulsionar de maneira indesejada a inflação nesses países.

    E foi assim que nasceu o Euro, com o objetivo de tirar o poder que o Deutsch Mark dava para a Alemanha ao mesmo tempo que fortalecia ainda mais a Unificação Política da Europa.

    Agora quanto sobre ser muito vantajoso para a Alemanha, aqui vale aquela velha história de risco/retorno. Todos esses benefícios a economia Alemã tem os seus riscos, e nós sabemos que em investimentos muitas vezes os verdadeiros riscos de um negócio só aparecem muito tempo depois dele ter sido celebrado.

    E no caso o risco da Alemanha é ter que segurar a bomba das dividas dos demais países europeus, haja vista que ela não poderia querer aderir ao Euro apenas para desfrutar do bônus (melhora nas exportações e etc…) sem assumir o ônus (resgatar países quebrados).

    Por tudo isso eu costumo dizer quando o assunto é União Européia que, pra mim, a queda da União Européia vai se dar justamente pelo esfacelamento do Euro na próxima grande crise, pois a Alemanha não vai querer pagar a conta.

    E o pior de tudo é que a chance do agravamento das tensões entre as nações europeias em um contexto desse é enorme e extramente perigoso.

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    • 5 June 2018 at 05:05
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      olá LC

      bons pontos

      aqui na Alemanha eu já li diversas vezes economistas criticando o Euro e querendo a volta do Marco, inclusive um das maiores dificuldades de recuperação da crise de 2008 foi justamente o fato de existência do Euro, quando um país quebra ele geralmente vai la e faz um arrojo cambial e bota a conta pra população pagar, vide o que vemos aí no brasil e até hoje o pessoal ainda não percebeu que porque não é legal manter o capital em Real.

      porém quando da crise de 2k8 não se pode fazer o mesmo quando os estados passaram por dificuldade pois não tinha como controlar o cambio, moral da história quem tem um rigor fiscal acaba não sofrendo tanto com a crise por conta de não depender tanto do cambio, mas ai inverteram a narrativa e colocaram que acaba se beneficiando do cambio, oq vimos no artigo que não é verdade

      quanto a sua outra metade do seu comentário, é por isso que mesmo morando aqui meu capital em está em dólar

      hoje esse risco q vc comenta é um pouco remoto e não temos a noção do que poderá acontecer de fato, talvez aconteça o que o Mestre dos Dividendos falou, eles acabem ganhando tanto com a redução dos juros deles que pague a cobertura da divida do outro país (claro que dependendo das proporções), talvez aconteça oq falou… na duvida e se tratando de investimentos de longuíssimo prazo prefiro manter minhas stocks em $ do que em € por isso sempre digo pro pessoal que quer abrir conta de investimento aqui na UE, pra não fazer!

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      • 5 June 2018 at 21:16
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        Boa VdD é a mesma percepção que eu tenho, inclusive eu também costumo falar pro pessoal que se for investir em países da UE/Euro melhor ficar nos EUA mesmo. Acho que o único pais europeu que eu me sentiria seguro mesmo para investir seria na Suíça, pois não fazem parte desse rolo de Euro e UE além de serem uma das economias mais eficientes da Europa.

        Fora isso é preciso ter bastante cuidado rsrsrsrsrs

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  • 4 June 2018 at 20:53
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    Eu achava que o do Brasil era a Argentina e vice versa.

    Vivendo e aprendendo.

    Te adicionei no blogroll, você poderia fazer o mesmo? Agradeço.

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    • 5 June 2018 at 04:55
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      ta adicionado

      só sei que esse nosso mapa aí ta muito vermelho :(

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  • Pingback: O maior parceiro comercial de cada país da América do Sul parte II - Economista Visual

  • 3 June 2018 at 07:46
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    Dizem que a Italia é o Brasil da Europa kkk.

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    • 3 June 2018 at 09:20
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      olá NT

      discordo

      diziam que Portugal é um brasil melhorado. vc vai pra Portugal e ve que pra ele ser um Brazil melhorado o brasil precisa de melhorar muito pois Portugal ta muito a frente

      o mesmo vale pra Italia, tem outros países em situações econômicas e sociais muito piores que eles, não vou dizer que a Italia é o melhor país da Europa, mas longe de ser ruim também, veja pelo próprio gráfico que mostrei no começo, os italianos estavam com um crescimento forte, até mesmo comparando com os alemães que tinham os melhores taxas de crescimento da época

      basta fazerem as reformas necessárias na Italia e ela ira crescer novamente

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  • 1 June 2018 at 00:30
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    Ola VdD
    estou orfão do ADV Cash. Aquela mamata de converter BITcoin em USD ou EUR era boa demais. Mas desde o final do ano que acabou a festa pra quem mora no Bostil. Abri conta no LeuPay, recebi cartões das contas em dólar e euro, mas pra minha tristeza a conta em dólar esta bloqueada desde o início do ano. Vc teria alguma ideia de como mandar money pra fora, pra ser gasto em cartões de crédito? Estou vendo a hora ter que reabrir minha conta BB Americas e deixar 10 mil doletas la mofando pra poder economizar nas compras no exterior e viagens.
    sucesso

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    • 1 June 2018 at 10:42
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      a conta em dólar não está bloqueada, ela funciona só que vc tem que mandar pra conta de euro e depois pra ela ou usar o cartão de euro

      mas está funcionando

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      • 2 June 2018 at 11:33
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        carissimo, sabe informar se eu mandar pra conta em euro e depois transferir pra conta em dolar, consigo usar o cartao pra fazer comprar/saques em dolar?

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        • 2 June 2018 at 14:49
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          sim, pode usar assim

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          • 2 June 2018 at 15:27
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            putz cara que lezeira, tinha entendido que o cartao nao funcionaria…
            valeu o tok

          • 2 June 2018 at 19:10
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            ta funcionado até d+ já torrei €1k só hoje :( antes tivesse zicado kkkkk

          • 3 June 2018 at 11:25
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            Please, be informed that LeuPay currently does not process incoming and outgoing bank transfers in USD. However, you may pay with your USD debit card on POS terminal as usual without interruption.

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            Customer Support

    • 31 May 2018 at 19:24
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      valeu EV eu tinha visto esse aí também

      seu trabalho ta muito legal continue tem saído ótimos posts lá no seu blog.

      Reply
  • 30 May 2018 at 18:22
    Permalink

    A balança comercial não é a chave , mas sim consequência da política monetária e fiscal.

    O que manda é o fiscal + política monetária.
    Pergunto a você empresário e investidor:
    Você investiria em países como França , Itália e Espanha?

    Passo longe !

    Porque?
    Porque estão há pelo duas décadas fazendo populismo econômico enquanto Alemanha é único país fazer austeridade no bloco econômico.

    Agora vamos a dívida líquida, débitos e os déficits:

    Alemanha:
    https://tradingeconomics.com/germany/government-debt-to-gdp

    https://tradingeconomics.com/germany/government-debt

    https://tradingeconomics.com/germany/government-revenues

    Agora entra no mesmo site e busca mesmo indicadores para demais países da zona do euro, principalmente os latinos.

    Governo austero cria confiança de investidores, industriais etc Este por sua vez investem pesadamente bilhões de dólares na econômia local; uma vez que países investimentos industriais e de infraestrutura demandam capex elevado.

    Sendo um país com ambiente fiscal e monetário seguro o capital entra na economia real aquele que cria empresa , emprego etc

    Isso fortalece economia local detrimento de outras economias populista regionais, que ficam a mercê de fluxo especulativos.

    Só que existe um contratempo de participar dessa zona do euro! Os alemães cobrem os déficits dos demais países.

    http://www.dw.com/pt-br/alemanha-ganhou-com-a-crise-grega-afirma-estudo/a-18639284

    Reply
    • 30 May 2018 at 19:10
      Permalink

      Boa MD

      bons pontos, isso tudo que vc falou eu concordo e serve pra complementar um contra argumento de um leitor mais abaixo que alega que comprar + é melhor que vendar +

      quando se venda + como a Alemanha faz vc acaba conseguindo reduzir a divida e por consequência atrai ainda mais investimentos externos para dentro da economia, vira uma bola de neve positiva

      esse link ai da divida eu não sabia e é bem interessante, tem até umas noticias que vou fazer sobre isso no próximo podcast, vou até pegar essa info emprestada :)

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      • 30 May 2018 at 20:30
        Permalink

        Justamente o contrario VDC O que atrai investimento externo é o fiscal, tributário, política monetária e a facilidade em empreender.

        A balança é positiva consequência deste pilares .
        Tem muito estudos no mercado , muito mesmo.

        Sendo exportador da commodities você pode gerar uma balança positiva e mesmos assim ser um país pobre de terceiro mundo ou rico de primeiro mundo.

        Existe muito mais do que petro no branco em economia.

        A questão dos EUA é simples: Gastão mais do que conseguem arrecadar com tributos.

        O bode expiatório virou balança comercial x guerra chinesa.

        A indústria nacional perdeu competitividade porque meteram impostos corporativos elevados , consequentemente as multinacionais jogaram indústria para outros países inclusive china.
        E isso gera uma balanças comercial desfavorável: Agora tu entendeu a causa e não consequência.

        A questão baixar impostos e aumentar gastos é burrice:
        O ideal é baixar gastos e depois baixar impostos.

        Pronto eis mágica austeridade gera investimento de longo prazo e confiança na moeda local, que atrai divisas internacionais e investimentos diretos na economia real gerando empregos, indústrias e afins.

        Já se perguntou porque joão prefere investir na suíça que apresenta déficits na balança ( Importa mais do que exporta), mas possui um fiscal em dia?

        Percebeu como nem tudo é preto no branco.

        Este texto é antigo , mas fala bem sobre isso.
        Não pode dissociar uma coisa da outra na economia ! Um fator isolado não gera sucesso ou derrota de uma economia, mas sim o conjunto que faz a liga.
        https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2477

        Se foste assim os taradões Bresser pereira e Delfim netto nada mais que dois desenvolvimentista que fizeram todos estes experimentos sociais desenvolvimentistas no Brasil estariam corretos.

        Um país pode vender mais que comprar e mesmo assim ser um perfeito lixo, exemplos não faltam.

        Quem manda é o fiscal e a política monetário.
        Todo resto é consequência : Se o volume de riqueza na economia é maior você consegue ganhar mais com menos.

        Reply
        • 31 May 2018 at 05:21
          Permalink

          A questão baixar impostos e aumentar gastos é burrice:
          O ideal é baixar gastos e depois baixar impostos.

          esses dias um leitor me questionou no whats sobre isso, mas com relação ao Trump que ele fez um programa de corte de impostos mas não cortou os gastos

          vamos pegar essa reformar, primeiro porque é algo recente, segundo porque o comentário dele foi muito parecido com essa parte do seu

          eu disse a ele, no mínimo alguém afirmar isso acerca da reforma tributaria do Trump ou não se informou ou foi informado pela #globolixo

          o programa do Trump teve sim um corte de impostos a curto prazo, mas também tem um corte de gastos que serão aplicados de forma gradativa, não dá pra pegar e sair cortando na carne de uma hora pra outra, e isso eu acho o grande diferencial da economia america que as coisas lá são feitas gradativamente

          pega a subida de juros que estão fazendo lá, é bem gradual e algo bem diferente que o governo da Dilmanta fez mexendo nos juros de forma rápida, o mercado demora um tempo para absorver essas mudanças então tem que ser gradativo senão vc quebra a coisa toda, mas enfim isso é outro debate

          voltando a reforma do Trump, o lance é que ele vai fazer um corte a longo prazo nos gastos, vemos isso nas reformas da saude que com o Obama foi uma torneira aberta de gastos, tanto que muitos REIT de saude estão apanhando bastante no setor pois o Trump está fechando a torneira.

          vc tem um corte de impostos gigante mas sem um corte de gastos robusto a curto prazo como isso pode funcionar

          o principal ponto a curto prazo que essa mudança de impostos fez, foi trazer capital americano que estava fora para dentro do país, aí até entra no ponto que vc comentou de as empresas terem ido pra fora por conta de politicas esquerdistas e aqui destaco novamente as mazelas do Obama, que ao longo dos últimos anos no país que oneravam esses investimentos em território americano.

          com essa entrada de capital, e é muita grana, entra-se mais investimentos, temos varias empresas que já começaram a construir fabricas novamente em solo americano, isso movimenta e economia e são trilhões de dólares voltando para dentro do território americano, a própria apple anunciou investimentos de 350 bilhões e tem inúmeras outras empresas jogando dinheiro dentro da economia americana

          ou seja MD temos uma alíquota menor e logo vc pensaria que teríamos uma arrecadação menor, mas temos em contra partida um crescimento considerável de entrada de capital o que aumentará o volume de arrecadação

          é semelhante ao que no varejo conhecemos com abaixar o preço e ganhar no volume

          agora o governo brasileiro e aí falo especialmente nos dias atuais que vemos a crise de diversas formas por conta de aumento de impostos, ele tenta desesperadamente fazer isso pois as arrecadações estão caindo

          bom quando o governo vai entender que existe um limite para se aumentar impostos em detrimento do aumento da arrecadação

          quer saber oq vai acontecer dessa politica imposta pelo Trump basta olhar a era Regan, ele esta fazendo exatamente o que o Renan fez no passado

          para complementar deixo esse video aqui https://www.youtube.com/embed/FqLjyA0hL1s

          Reply
          • 31 May 2018 at 13:49
            Permalink

            A questão é a dívida , vai ter que reduzir a dívida e para isso vai ter que reduzir os déficits a longo prazo.

            Ou seja o dinheiro que entra vai ter que ir para gerar superavits , este tipo de política expansionista geral inflação que se reflete em maiores juros no tesouro.

            Se você tem uma dívida pequena pagar maiores juros no tesouro não te afetaria tanto, porém se você tem uma dívida explosiva isso vai afetar sua capacidade de pagamento futuro.

            Olha só o gráfico do EUA de longo prazo:
            https://tradingeconomics.com/united-states/government-debt

            https://tradingeconomics.com/united-states/government-debt-to-gdp

            O déficit orçamentário cresceu a 666 bilhões de dólares no ano fiscal de 2017, uma alta de 13,6% em relação ao ano anterior, de acordo com dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (20).

            O déficit agora representa 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 3,2% em 2016.

            “O crescimento dos gastos superou o crescimento em receita com impostos pelo segundo ano seguido, como resultado de um crescimento econômico historicamente insuficiente”, diz uma nota do Departamento de Tesouro.

            Contudo, o déficit geral está em 80 bilhões de dólares abaixo da previsão.

            “Os resultados atuais do orçamento destacam a importância de atingir o crescimento econômico robusto e sustentável. Por meio de uma combinação de reforma fiscal e alívio regulatório, esse país pode voltar para níveis mais altos de expansão do PIB, ajudando a apagar nosso déficit fiscal”, disse o secretário de Tesouro, Steven Mnuchin.

            “Esses números devem servir como um sinal de fumaça para Washington, um lembrete de que precisamos que a economia cresça de novo e organizar nossa situação fiscal”, acrescentou Mick Mulvaney, diretor do escritório de Gestão e Orçamento.

            A nota ainda disse que contribuíram para a alta os gastos maiores com previdência social, programas médicos governamentais voltados para idosos, pessoas de baixa renda e com deficiência, bem como os juros sobre a dívida pública.

            “Maiores gastos da Agência de Gestão de Emergências (Fema) para socorro e recuperações dos furacões também contribuíram para a alta”, afirmou.

            Repito todos países: Tem gastos elevados com previdência e folha de pagamento.

            Dai que vai ter vir os cortes , não estou vendo nada muito grande neste sentido em nenhum país pois afeta sindicatos e entidade de classe, uma vez que se a economia expandir os EUA vão estar em maus lençóis por causa dos déficits e divida crescente acumulados na ultima década.

            Sobre gastos até momento não se refletiram nos números

            https://tradingeconomics.com/united-states/government-spending

            https://tradingeconomics.com/united-states/fiscal-expenditure

          • 31 May 2018 at 19:22
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            olha os gastos a curto prazo vai ver uma subida, mas se pegar um range um pouco maior por exemplo quando comparamos com 2010 vemos que o governo conseguiu reduzir os gastos ao longo desse período, e como disse os maiores cortes virão mais pra frente ele precisa de investir em infra estrutura e ele fará isso agora, poderemos ver esse dinheiro entrando sendo colocado na reforma da infra dos States eu falei isso aqui

            olha ai como está a coisa, não parece tão feia quando se olha um pouco mais de cima.

  • 30 May 2018 at 15:10
    Permalink

    Como cidadão italiano posso comentar um pouco, até porque nas últimas eleições eu votei por mudança, inclusive o Matteo Renzi tinha uma proposta excelente para modernizar a administração pública, reduzindo cargos de deputados e senadores e estimulando o setor de tecnologia através de incentivos fiscais mas a proposta foi recusada no referendo. Quando você citou o Sul, justamente o Sul da Itália é a parte mais problemática em termos de desenvolvimento, enquanto o norte e me incluo nisso pois sou Venetiano, tem as maiores industrias e a arrecadação do Veneto mais Lombardia é quase que a totalidade da Itália por isso até o crescimento da LegaNord tendo inclusive ganho relevância no contexto italiano, com a proposta de separação da Padania do resto da Italia. Vejo que a Italia deveria explorar mais sua potencialidade nas artes, gastronomia, cultura, turismo e sua posição estratégica na Europa para recuperar sua economia.

    Reply
    • 30 May 2018 at 19:01
      Permalink

      olá IS

      bons pontos, agora me responde uma duvida porque o Sul e aí falo de modo global até é quase sempre menos desenvolvido ?

      o problema que partidos aí na Italia estão aproveitando desse discurso anti bloco e achando que a culpa é pelo bloco em si, é como a Venezuela culpar as mazelas lá por conta da queda do barril do petróleo e não pela administração socialista fracassada, claro que guardando as devidas proporções a Italia está anos luz a frente, mas ainda precisa de fazer reformas importantes na sua estrutura politica, como essas q vc citou

      fazendo essas mudanças tenho certeza que encontrará a retomada dos crescimentos e em breve estará com a industria reequilibrada

      Reply
  • 30 May 2018 at 10:46
    Permalink

    Você conhece alguma corretora de de valores (assim como a Drive Wealth) que opere na bolsa de valores de Londres ou na bolsa de valores da Europa e aceite cliente brasileiros?

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    • 30 May 2018 at 14:20
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      não necessariamente precisa de ser um cidadão europeu, mas tem que ter endereço lá pra abrir a conta esse eh o problema

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      • 1 June 2018 at 12:31
        Permalink

        Não tem forma alguma de conseguir entrar sem ter um endereço por lá? :/

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        • 1 June 2018 at 19:23
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          não conheço

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  • 30 May 2018 at 02:24
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    Só queria deixar essa citação aqui: “Even more fundamentally, we should be able to teach students that imports, not exports, are the purpose of trade. That is, what a country gains from trade is the ability to import things it wants. Exports are not an objective in and of themselves: the need to export is a burden that a country must bear because its import suppliers are crass enough to demand payment.” http://bernard.pitzer.edu/~lyamane/poptrade.html

    Reply
    • 30 May 2018 at 04:38
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      se isso fosse verdade a america latina teria os melhores paises do mundo, não faz sentido algum quem compra mais ser melhor do que vende

      veja pelo próprio brasil que tem tido uma balança comercial negativa a anos e como a coisa está melhorando (nota estou sendo irônico, sim é preciso avisar para algumas pessoas)

      o ideal sim é vc fazer como Alemanha e USA que exportam produtos com alto valor agregado e importam bens básicos, quando se faz isso acontece esse outro gráfico aqui

      não tem lógica alguma nesses argumentos q vc cita,

      concordaria se vc me disser q se vc vai importar 500 itens que vão custar 100 dinheiros mas vai exportar 10 itens que vai custar 500 dinheiros

      ai diria que esse seria o ideal exportar qtde menores mas com altos valores agregados

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